Carregando, aguarde...

Central de atendimento: 11 3056-9955 / Endereço: R. Bento de Andrade, 379 - Jardim Paulista - São Paulo - SP - 04503-011
Dicas de saúde ocular

ABRIL MARROM | Prevenção desde cedo é o melhor caminho

17 de dezembro de 2019

Nosso especialista Fábio Pimenta listou os principais cuidados para evitar as patologias, de acordo com a idade que costumam surgir.

A atenção aos olhos deve começar desde o nascimento, com a realização do teste do reflexo vermelho (teste do olhinho), capaz de identificar catarata congênita ou problemas retinianos. Uma avaliação de rotina com um oftalmologista é recomendada dentro dos primeiros três meses de vida. A partir de então, a consulta pode ser anual.




De olhos na saúde ocular do bebê

Da gestação ao primeiro ano de vida, o cuidado com a visão do bebê deve ser considerado um ponto de atenção fundamental para os pais, a fim de prevenir e identificar quaisquer problemas que possam afetar o desenvolvimento visual do recém-nascido. Entre eles, micro-organismos advindos do canal do parto, catarata congênita e alterações retinianas.
Cientes dessa importância, muitos pais e mães questionam o que pode ser feito em relação à saúde ocular ainda na gravidez. O Dr. Fabio Pimenta de Moraes, especialista em oftalmopediatria do H.Olhos – Hospital de Olhos Paulista, explica. “Ao longo de uma gestação considerada normal e saudável, todos os nutrientes necessários estarão presentes. Entretanto, é sugerida a ingestão de ácido fólico e vitaminas do complexo B, para que a formação do sistema nervoso (que inclui os olhos) seja mais adequada.”




A primeira semana de vida

Logo após o nascimento, deve realizada a limpeza do bebê, inclusive a região externa dos olhos. Para exterminar quaisquer micro-organismos nocivos que possam infectar os olhos e que sejam advindos do canal do parto, o Nitrato de Prata é uma substância administrada na forma de colírio e é obrigatório por lei.

Ainda na maternidade, o bebê deve ser submetido ao teste do olhinho (teste do reflexo vermelho). Este é um exame que observará através de um oftalmoscópio (equipamento dotado de lentes e um foco de luz) o reflexo da luz emitida pelo aparelho na retina. “Quando se observa um reflexo forte e similar, nos dois olhos, temos um exame normal, como o reflexo do olho de gato à noite. Entretanto, se algum dos olhos não emitir o reflexo da luz, provavelmente apresenta alguma alteração, como catarata ou problemas retinianos, por exemplo”, esclarece o Dr. Fabio.




Já em casa

Durante o primeiro mês, o bebê não vai responder com grande importância aos estímulos visuais, mas deve responder à luz intensa fechando os olhos para se proteger.
Com o crescimento, os pais podem suspeitar de algum problema visual caso percebam que os bebês não se interessem por luz, não fixem na luz ou nos rostos deles, e não sigam objetos apresentados em sua frente. Em alguns casos podem ocorrer alterações perceptíveis, como desvios oculares constantes e até nistagmo – movimento anormal dos olhos e tremor constante.

Entre seis meses e cinco anos, o alerta é para o estrabismo. A doença é caracterizada pelo desequilíbrio na função dos músculos oculares e causa um desalinhamento dos eixos visuais. Se não for corrigido, o estrabismo afeta o desenvolvimento da visão e ocasiona ambliopia (diminuição da acuidade visual dos olhos).




Visitas anuais ao oftalmologista fazem a diferença!

Caso se note qualquer alteração ou tiver dúvidas quanto às condições oculares ou visuais, é fundamental procurar um oftalmologista o quanto antes. Mesmo se não houver evidências de problemas, são recomendadas avaliações de rotina.
“O ideal é que uma primeira consulta aconteça dentro dos primeiros meses de vida, de preferência entre 4 e 8 meses, e a partir de então, a cada ano”, finaliza o Dr. Fabio.